sábado, 29 de agosto de 2009

I know.



Por quê é que tão distante de você que eu mais me apaixono? Por quê é que, mesmo tão distante, eu o amo mais? É cada vez mais díficil entender por que nos amamos tanto, mas estamos tão distantes mesmo estando tão próximos, que cada vez mais, eu perco a noção do que é o amor. Minha cabeça dói, a eu perco os meus sentidos. Eu já não sinto mais nada. Estou oca, completamente vazia por dentro, gélida. Fria. Zumbidos nos meus ouvidos, paredes brancas me cercam e só me resta comtemplar o teto, buscando algo que eu teria se estivesse junto a ti. Tentando sentir o calor de sua pele através de todas essas coisas sem sentido. É nesse emaranhado de sentimentos que encontro você, sozinho, em meio a chuva fina, perdido e confuso. Calado. Olhando para o nada. E aí eu me pergunto? Por quê eu olhei diretamente em seus olhos e decidi te amar? Eu percebi que tenho a resposta. Eu tinha todo o tempo do mundo pra me apaixonar por você e justo naquele momento, em que eu olhei pro fundo dos seus olhos. Eu me perdi. Eu me perdi naquele brilho tão intenso que seus olhos continham, escuros, intensos, brilhantes. Eu nunca mais vou me esquecer daquilo. Anjo, prometa pra mim que vai continuar com aquele brilho no olhar. E que nunca mais vai me deixar esquecer disso. Exatamente como a chuva fina que caía. Eu cometi um pecado. Eu provei da maçã e tive você. Uma coisa da qual eu jamais me arrependo. Te ter. Foi uma dávida. Assim como o outono. Eu tive todo o seu amor.
Eu sei que continuo distante, mas meu amor por você continua intacto. Assim como a chuva fina, a última coisa da qual eu preciso, é ouvir você.

2 comentários:

  1. Eu já disse que você sempre me deixa sem ar com as suas palavras?

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  2. Não amor, não disse. ;; Mais obrigada por dizer agora. <3

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